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Al. Fernando Batista Medina, 69, Centro - Embu das Artes - SP

Feira das Artes

Embu também é conhecida como Terra das Artes ou, simplesmente, Embu das Artes. O nome surgiu nos anos 60, quando aconteceu na cidade um forte movimento caracterizado pela união do movimento negro de Solano Trindade (com seu conceito de arte a partir de happenings consagrados pelo seu Teatro Popular Brasileiro, ao ar livre) e pela influência da cultura hippie trazida pelos expositores da Praça da República, exilados em Embu pela repressão do regime militar da época. No entanto, podemos dizer que a tradição artística da cidade remonta ao tempo dos jesuítas. Sabe-se que os padres da aldeia M'Boy aceitavam encomendas de santos.

Segundo o padre Manuel da Fonseca, foi o próprio padre Belchior quem esculpiu a imagem de Nossa Senhora do Rosário presente na Igreja. Do padre Macaré, podem ser vistas no Museu de Arte Sacra uma Santa Ceia com 13 imagens de roca, e um Senhor Morto, além de outras peças.

Esta tradição de santeiros foi retomada nos anos 20 pelo artista Cássio M'Boy, que fixa sua residência em Embu. Em 1937, ele ganha o primeiro grande prêmio na Exposição Internacional das Artes Técnicas, de Paris. Aos poucos, outros artistas começam a chegar a Embu, formando um grupo que iria movimentar a cidade nos anos 60. Um deles foi o lavrador japonês Tadakiyo Sakai, que mais tarde seria chamado de Sakai do Embu. Reconhecido internacionalmente como escultor em terracota, Sakai iniciou-se nas artes em 1951, sob orientação de Cássio M'Boy e dos escultores Bruno Giorgi e Victor Brecheret.

Em 1959, atraído pelos nomes de Cássio M'Boy e Sakai, o escultor Claudionor Assis Dias, ou Assis de Embu, também vem para a cidade. No seu atelier, o Barraco do Assis, começa a dar aulas de escultura em madeira, pedra e bronze, transformando-o num verdadeiro núcleo de produção de arte.

Ali nascia o movimento que ganha força a partir de 1961 com a chegada ao Barraco do Assis do poeta, pintor, teatrólogo e folclorista Solano Trindade e sua companhia Teatro Popular Brasileiro, formada por mais de vinte pessoas. O movimento pretendia popularizar a arte, o que acabou acontecendo oito anos depois, quando a Feira de Artes foi encampada pela municipalidade em 1969, através da oficialização e regularização de suas atividades nos finais-de-semana.

Aos poucos, artistas e ateliers foram se fixando na cidade, acompanhados de antiquários, lojas de artesanato, móveis rústicos e restaurantes típicos. Tudo isso, aliado ao charme do casario colonial do centro da cidade, transforma Embu numa agradável opção de passeio para quem está em São Paulo.

Hoje, ocupando toda a área central da cidade, a feira convida o visitante a passear entre o casario típico do período colonial brasileiro. Os 940 expositores se dividem nas seções de artes plásticas, artesanato, plantas ornamentais e comidas típicas.Além das barracas, os ateliers e lojas de decoração também abrem suas portas nos dias de feira. O CAT, Centro de Atendimento ao Turista, possui relação de todas as lojas, galerias, antiquários e ateliers da cidade para distribuir aos interessados.


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